Eu com meu mau humor padrão da manhã e o dia começa com uma locomotiva em chamas e eu não posso ir ao trabalho - sem problemas - o trabalho vem a mim. Trabalhar em casa, século XXI ao extremo, mas o que importa é que: se for para trabalhar, que seja em casa. Faço tudo de pijama e o descanso é deitado no sofá com tevê, mas não quero falar disso.
Aula e o primeiro dia é cheio de baboseira - yarbles - o bom que acaba logo e eu de volta para casa. No meio do caminho uma música sempre cai bem, mas meus fones são sofríveis e isso interfere na hora de ouvir, tenho que ouvir algo sofrível para aproveitar o ensejo. Deslizei o cursor pelas opções e The Dark Side of The Moon estava fora de cogitação, é claro, mas, além disso, - não sei bem o porquê - uma voz interna sempre me diz que eu não devo executar isso à toa, pois bem, eu a ouço (falo da voz interna). Apesar do frio, os glaciais Peter Bjorn and John (e isso nunca me cheirou a nome de banda, embora simpatize com o som, às vezes) considerei gelado demais para a ocasião, e la Mano Negra era quente demais. Acabei optando por Misfits, com Graves é claro, para justificar os fones sofríveis.
Até que pelas tantas começa a tocar 'Saturday Night', "Fico sentado na cama onde a gente costumava puxar um fumo, agora eu assisto ela definhar (...) Esqueci de dizer uma coisinha: agora fico de choradeira no sábado à noite"; é engraçado como isso fazia mais sentido antes, agora é quase chato, talvez seja porque eu gosto mais de 'Helena' "Se eu te cortasse em pedacinhos - estilo Bruno - você ainda ia gostar de mim?"

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