sábado, 19 de dezembro de 2009

How...

How could I report what I saw?

She was just walking down the old street in that old same way that she used to walk; the same path of our daily life of ordnary madness of our false hapiness through the centuries and centuries.


But that afternoon something was diffrent...


there was in the sky a flying pegasus; winged tetrapod in which I could not believe;

So, when she reached the corner; turned left; I laughed and went home.

domingo, 22 de novembro de 2009

Ela

Alquimias divagava acerca do amor com Brubaker:
- O amor é uma tômbola, amigo. - Fazia uma expressão profunda enquanto proferia as palavras pouco antes de tomar um gole.
A cerveja esquentara, uma mosca mergulhava de asas abertas pelo ar pesado daquele boteco, inundado de fumaça e o cheiro de álcool; antes de o primeiro raio de sol invadi-lo, algumas cabeças ainda eram observadas sob o teto do local. Seus quadris sobre as cadeiras de madeira, os braços apoiados em mesas, também de madeira, cotovelos nus apontados para as laterais, pouca luz e o garçon aguardando com um pano sobre o ombro direito, sujo, com algumas manchas negras. Das cabeças, além de Brubaker e Alquimias e dois ou três velhos bêbados (a quantidade era definida pelo teor etílico do observador) jaziam por ali, apenas duas femininas: maquiagem pesada sobre as maçãs do rosto, uma delas tinha o par de bochechas pintados de rosa, a outra de vermelho, usavam perucas: uma azul e a outra roxa; suas roupas eram coloridas, escassas e grudadas; tomavam absinto e não pronunciavam uma única palavra. As paredes atrás do balcão eram preenchidas por uma infinidade de garrafas, ninguém nunca as pedia. À esquerda do balcão caminhando uns três metros à frente, uma mesa de sinuca sobre a qual um magrelo bêbado passava giz nas mãos e no taco, depois praticava algumas jogadas infrutíferas.
Foi aí que Brubaker, olhando para Alquimias, responde:
- Isso é peta, meu amigo.

domingo, 18 de outubro de 2009

Mais ou Menos

Cardoso acabara de fazer amor com Aliciazinha, então deitou-se com os braços cruzados sob a nuca.
- Aliciazinha...
- Oi, docinho de coco.
- Foi bom para você?
- Ah... mais ou menos...
-...
Sentou-se na beirada da cama e acendeu um cigarro. Sentiu sua genitália pesar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O cobrador.

O relógio marcava quase seis da manhã, Jorge dirigia enquanto o Senhor Genaro ficava no banco de trás à direita:
- O problema é minha filha - Disse Jorge.
- Qual o problema, Jorge?
- Ela está estranha, quartorze anos, o cabelo está colorido, colocou um brinco no maradona.
- No maradona?
- No maradona...
- Isso é coisa e pirata, meu filho. Atrapalha a respiração. Imagine-a gripada, aquela porra vai ficar coberta de ranho - Senhor Genaro caiu em uma gargalhada asmática.
O céu estava roxo hematoma, tocava Miles Davis baixinho.
- Minha mulher... acho que ela está me traindo - Reclamou Jorge.
- Traindo?
- É! Não me procura mais, ela está estranha.
- Você é jovem Jorge, há pouco passou dos trinta e cinco...
- Ela está estranha.
-Quando tiver minha idade, experiência e sabedoria, saberá lidar com isso.
Mais especificamente: Dear Old Stockholm, Miles Davies e seu trompete.
- Não gosto disso - Chorou Jorge.
- É sua ocupação, meu filho.
- O senhor me contratou para ser seu motorista.
- Ora, ora, Jorge, somos um empreendimento organizado e adequado à conjuntura atual.
- E o que isso quer dizer?
- Entre outras coisas, que devemos ser versáteis naquilo que fazemos.
- Mas eu sou só um motorista, não devo sair cobrando os outros, acho que se cada um fizer seu trabalho bem, tudo vai dar certo, e eu sou o motorista.
- Você tem razão, mas só quero que vá cobrar alguns de nossos clientes de forma provisória, interina...
- Você me diz isso há quinze anos.
- E você ainda não se acostumou, CACETE!?
As luzes da cidade refletiam sobre o capô do veículo.
* * *
Ouviram-se três batidas na porta, toc, toc e toc.
- ¿Quién es? - Perguntou o Señior Malamuerte.
Só obteve a resposta ao abrir a porta e reconhecer a cara feia de Jorge que não dizia nada.
- Ya te dice que te paragé la próxima semana.
- Mês passado disse a mesma coisa, Señior Malamuerte.
- ¿Qué puedo hacer? Tuvo problemas, cosas se pasaran.
- Seus problemas não me importam! você ficou de depositar o pagode na conta semana passada e até agora nada.
- Quiero una nueva fecha para el pago, ¿puedo?
- PORRA, Malamuerte! Na minha cara tá escrito otário? Só saio dessa porra com a grana na mão, você pensa que a gente tá brincando? Que é assim? Mas não é assim não, aqui é assim, ó...
- ¡Calma, calma, carajo!
Jorge colocou a mão dentro do bolso do paletó, ameaçou tirar o trabuco pra fora, com pleonasmo e tudo!
- ¡No hay necesidad del hierro!
Jorge tirou o ferro para fora, com pleonasmo e tudo, engatilhou e encostou a ponta do cano fria na testa de Malamuerte.
Tremendo, ele abriu uma gavetinha com a menor chave de um molho ornamentado com um pé de coelho, tirou um bolo de notas de cem.
- Que MERDA é essa?! essa esmola não paga nem metade dos juros que correram só esta semana, Malamuerte, seu verme! Amanhã passo aqui para receber o restante.