segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pique Rolling Stone, taí uma lista dos meus disquinhos preferidos:

1 - Songs of Leonard Cohen - Leonard Cohen
2 - Blood Sugar Sex Magik - Red Hot Chili Peppers
3 - White Heat, White Light, White Trash - Social Distortion
4 - Construção - Chico Buarque   
5 - Tigermilk - Belle & Sebastian
6 - First & Last & Always - The Sisters of Mercy
7 - Unknown Pleasures - Joy Division
8 - s/t - Ramones
9 - The Real Thing - Faith No More
10 - Screamadelica - Primal Scream 


quarta-feira, 18 de abril de 2012

Celebrity phenomenon may be described as the excessive interest of common people in the private life of the so-called celebrities, that is, famous people. This obsession is mainly portrayed in the specialized media, gossip magazines, TV shows and so on; where the main subject is the daily life of actors, actresses, singers, and even not very talented people - since they are known by the audience (not only the ones the audience look up to). Despite every little thing done by a celebrity is reason for great attention – a tempest in a teapot, one can say – the icing on the cake always relates to negative aspects experienced by the famous ones – especially those ones reacting badly to such exposure – it can range from scandals, betrayals, alcohol and drugs abuse to ordinary problems faced by everyone every day: being negative is the only requirement.

Everybody knows that one of the worst characteristics of the human race is the morbid curiosity in the other’s private life – media vehicles also know it – then, they see this phenomenon as an opportunity to profit. Millions of magazines are sold, gossip TV shows attract advertisers due to large audience rates, consequently generating a lot of money. An industry is set. An industry which only depends on people’s attraction for shallow articles in magazines or newspapers trying desperately to create new situations for their readers. On the other hand, important issues which would encourage reflection and a deep understanding are left on the second plan by the great media. All this because they do not ensure a fast return on investment. Thus, it is a good job to exploit people’s image and sell very well.

In short, after considering the ideas above, we may say that there are two main players in such scenario: the first one is the audience always demanding for more shallow information – information which can be read quickly, not requiring great reflection, in other words, disposable information – while the second one, the media vehicles, are required to generate information all the time, and replacing them by new ones, so that it can sell more and more, then feeding the industry. The problem, in a general view, lays on the manner media balances its role of transmitting information while selling products. In order to make the world a better place, transmitting information should always be the priority.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

divagação vai até o parapeito com uma cerveja na mão
espera um pouco franze o cenho e sai
assombra a casa, remexe o tapete
pisca a luz, volta à janela
uiva para a lua, nua, é linda
se senta sessenta vezes
com a certeza de quem
já traçou seus planos
pelos próximos trezentos anos
e que agora só resta esperar
com a bunda
funda no sofá

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Rio 5:23 a.m.

o céu do fim da madrugada ainda era nublado no Rio
de alvorada mais clara e aurora que se atrasa
e
o ar quente e úmido da costa
faz gotas de suor deslizarem pelas costas
em meio à espera na rodoviária de mochila pesada
compro um jornal e chicletes
o banheiro é pago
e pago
com uma nota e me devolvem um saco
de moedas nunca contadas
sento e aguardo
penso na viagem
e em me apaixonar pela garota da poltrona da frente
só por causa do perfume que ela usava e
não
pelo rosto que o acaso me omitiu
no ônibus meio cheio que rasga a noite
a sensação de estar meio perdido
não cessa, talvez por pressa
ou por estar a quilômetros
de qualquer lugar conhecido
uma tarde qualquer de mil novecentos e
noventa e nove
.
com o canto dos pássaros, o canto das ruas e o asfalto
úmido, pois choveu todo o dia, mas
.
agora faz sol e os raios tímidos
se derramam pelas amendoeiras sob a sombra das quais
crianças inventam brincadeiras
.
Me vêm à memória fragmentos e me lembro
de como éramos a escória e penso
.
Na pequena Esperanza,
O beijo mais molhado daquela vizinhança.
Ela diz que não é de beber muito, que bebe socialmente
Um gole, outro gole e antes que se possa pensar,
o copo está vazio e ele vem com algo mais doce e ela ainda tem discernimento,
diz que prefere assim, e estamos na terceira dose e o papo fica mais à vontade, ela com gestos pesados,
e sorriso fácil, fala de olhos fechados e beberica sem medo,
.
levanta o dedo mindinho junto ao copo
.
Uma garota bêbada é uma arma carregada
.
Engatilhada
.
Depois de um mojito ela tem uma folha de hortelã no dente da frente, ainda assim é sexy,
ainda mais com a alça do sutiã caída.
Ela quer conversar, duas ou três palavras, ela quer um papo profundo,
os olhos febris e as bochechas e lábios fervendo em vermelho, ela
cita Freud
quer falar de astrologia e você não dá bola
Ela toma o caminho da digressão e de repente as palavras faltam,
.
ela sua,
.
e você se aproxima, não aguenta mais e vai tirar com as próprias unhas a hortelã
que insiste nos dentes dela...
.
Você está cada vez mais perto e seus olhos estão grudados,
tudo em silêncio e o copo descansa vazio ao lado,
não sem a borda manchada de batom
.
Você está quase lá e de repente... Pobre carpete, ela não aguentou,
no ar, o odor azedo; e ela esconde o rosto atrás dos delicados dedos,
você diz que tudo bem, tudo bem, o cacete, ela responde, ela chora, ela não quer mais vê-lo
.
Estou cansada, preciso que vá, deixa que eu limpo essa porcaria.
.
A gente se fala

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

te quero é o tédio

te quero é a segunda cedo

língua em seda

sua boca seca

gosto amargo

halitose

você toma um café enquanto tosse

acende um cigarro que se esvai

você que fica

as cinzas são tudo

e tudo é cinza

você o traga

o futuro te traz um presente

eterno e prolongado

o passado

indigno de ser lembrado

e a eternidade de anjos

sem asas arranhando

harpas desafinadas

não é por mal

não te quero mal

apenas te quero o tédio

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Só boto fé naquela vontade que extrapola a razão
Que não requer reflexão
Pois quando se reflete
Se arrefece
quando se arrefece, se esquece
quando se esquece, se hesita
quando se hesita, se despista
quando se despista, se desvia
quando se desvia, se perde
quando se perde...
A vontade passa